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Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
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Infecção pode evoluir para cirrose e câncer, caso não seja tratada

A hepatite C é uma infecção viral que afeta o fígado, podendo evoluir para condições crônicas graves se não diagnosticada e tratada precocemente. Causada pelo vírus HCV, essa infecção é uma das principais causas de cirrose e câncer hepático no mundo, com milhões de casos registrados anualmente.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra cerca de 20 mil novos casos por ano, destacando a importância de conscientização e prevenção da doença.

Neste conteúdo, exploramos esse tipo de hepatite, bem como suas causas, seus principais sintomas e seus tratamentos disponíveis.

O que é a hepatite C?

A hepatite C é uma doença infecciosa causada pelo vírus HCV, um vírus de RNA da família Flaviviridae que ataca principalmente as células hepáticas, levando à inflamação do fígado. Diferentemente de outras hepatites virais, a hepatite C frequentemente evolui para uma forma crônica em até 85% dos casos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em que o vírus persiste no organismo por mais de seis meses.

Esse vírus foi identificado em 1989, e, desde então, avanços em diagnósticos moleculares permitiram um melhor gerenciamento da infecção causada por ele. A Sociedade Brasileira de Hepatologia enfatiza que a hepatite C é classificada em genótipos (1 a 6), influenciando a decisão de tratamento mais adequado. Em resumo, entender a hepatite C como uma infecção silenciosa é crucial para promover testagens regulares e intervenções precoces.

Quais são as causas

As causas da hepatite C estão diretamente relacionadas à exposição ao vírus HCV, que entra no organismo por meio de contato com sangue infectado. A principal via de transmissão é o compartilhamento de agulhas ou seringas contaminadas, prática comum em usuários de drogas injetáveis, representando cerca de 60% dos casos novos, conforme dados do Ministério da Saúde.

Outras causas de transmissão incluem transfusões de sangue antes de 1993, quando a triagem para HCV ainda não era obrigatória, e procedimentos médicos ou odontológicos com esterilização inadequada.

Além disso, tatuagens ou piercings em estabelecimentos sem higiene rigorosa também podem causar hepatite C, assim como o uso compartilhado de objetos pessoais, como lâminas de barbear ou alicates de unha. Embora rara, a transmissão vertical de mãe para filho durante o parto ocorre em até 6% dos casos.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da hepatite C são frequentemente sutis ou ausentes na fase aguda, tornando-a conhecida como “hepatite silenciosa”. Na infecção inicial, cerca de 20% a 30% dos indivíduos podem apresentar:

  • Fadiga;
  • Náuseas;
  • Perda de apetite;
  • Dor abdominal;
  • Icterícia (amarelamento da pele e olhos).

Esses sintomas costumam surgir de 2 a 12 semanas após a exposição e duram poucas semanas. Na forma crônica da hepatite C, que afeta a maioria, os sintomas incluem:

  • Fadiga persistente e fraqueza muscular;
  • Dor nas articulações e problemas digestivos como inchaço ou diarreia;
  • Alterações cutâneas, como prurido ou erupções;
  • Sintomas neurológicos, como confusão mental.

De acordo com o Ministério da Saúde, complicações como cirrose manifestam-se com ascite (acúmulo de líquido no abdômen) e varizes esofágicas, destacando a necessidade de monitoramento médico regular.

Existe tratamento para hepatite C?

Sim, existe tratamento para hepatite C, com taxas de cura acima de 95% graças aos antivirais de ação direta (DAAs), como sofosbuvir e daclatasvir, disponíveis gratuitamente pelo SUS desde 2015. O tratamento dura de 8 a 12 semanas, dependendo do genótipo viral e da presença de cirrose, e é administrado via oral, minimizando efeitos colaterais.

Antes dos DAAs, usavam-se interferons com ribavirina, mas esses foram substituídos por opções mais seguras. A Sociedade Brasileira de Hepatologia recomenda avaliação hepática pré-tratamento via elastografia para estadiar a fibrose.

Para manter a saúde pós-cura, evite álcool e monitore o fígado regularmente. Em casos resistentes, combinações personalizadas garantem sucesso.

Perguntas frequentes

Como a hepatite C é transmitida?

A hepatite C é transmitida principalmente por contato com sangue infectado, como compartilhamento de agulhas, transfusões antigas ou procedimentos médicos contaminados. Transmissão sexual ou vertical é rara, mas possível em contextos de alto risco.

Hepatite C tem cura?

Sim, a hepatite C tem cura em mais de 95% dos casos com antivirais modernos, eliminando o vírus e prevenindo a progressão para cirrose ou câncer.

A hepatite C é grave?

A hepatite C pode ser grave se evoluir para crônica, levando a cirrose em 20% dos casos ou hepatocarcinoma, mas diagnóstico precoce e tratamento adequado evitam complicações, como relata a Sociedade Brasileira de Hepatologia.

Qual é a origem da hepatite C?

A origem da hepatite C remonta a mutações virais antigas, com o HCV identificado em 1989. Estima-se que o vírus circule há séculos, originário provavelmente da África Central, conforme estudos genéticos da OMS.

Entre em contato e marque sua consulta com o Dr. Marcello Jardim, médico especializado em infecção urinária, HIV, sífilis, hepatites virais, doenças sexualmente transmissíveis.

Fontes:

Ministério da Saúde

Organização Mundial da Saúde

Sociedade Brasileira de Hepatologia